O Ministério da Educação (MEC) participou da 4ª Reunião de Transformação dos Sistemas Alimentares para as Américas e o Caribe, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que ocorreu entre 9 e 10 de abril de 2026, na Cidade do Panamá, capital do Panamá. O encontro reuniu países da região para o compartilhamento de experiências, desafios e abordagens práticas voltadas à implementação de sistemas agroalimentares mais sustentáveis.
O diálogo buscou alinhar as prioridades de cada nação com iniciativas regionais e globais, avançando em soluções como a alimentação escolar com compras locais, semelhante ao que acontece no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) – política educacional brasileira que é referência mundialmente e gerida pelo MEC por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A coordenadora de Assuntos Administrativos Internacionais da Assessoria Internacional do MEC, Lêda Maria Gomes, sublinhou que “o Ministério da Educação desempenha um papel central na transformação dos sistemas agroalimentares ao integrar a educação como eixo estratégico para a mudança de comportamentos e a construção de sociedades mais sustentáveis”. Segundo ela, ao incluir temas como alimentação saudável e sustentabilidade nas escolas, o MEC contribui para formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios alimentares da atualidade.
“O Pnae tem papel estratégico como motor de transformação social e econômica. Por meio da Rede de Alimentação Escolar Sustentável e da Coalizão Global para a Alimentação Escolar, o Brasil tem liderado um intercâmbio valioso de experiências. Nosso objetivo é demonstrar que a escola é o ponto de partida para sistemas agroalimentares mais resilientes, conectando a nutrição dos estudantes diretamente ao fortalecimento da agricultura familiar nas Américas e no Caribe”, destacou a chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do FNDE, Juliana Leimig.
Outros temas discutidos no evento foram o reforço da coordenação intergovernamental; a mobilização de investimentos; a ampliação de soluções de sustentabilidade que conectam clima, nutrição, meios de vida e natureza; e o fortalecimento de políticas públicas de nutrição, como os guias alimentares baseados em sistemas alimentares (GABSA), instrumentos que definem as diretrizes oficiais sobre alimentação saudável para uma população.
A importância do engajamento regional foi ressaltada por organismos internacionais. Para Stefanos Fotiou, diretor do Centro de Coordenação dos Sistemas Alimentares da ONU, “O progresso é impulsionado pelos países, e a liderança desta região continua a moldar esse impulso”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional
Fonte: Ministério da Educação
























