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Márcio Elias defende mais densidade nas relações econômicas entre Brasil e Bolívia

ASCOM/FIESP

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O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, participou nesta terça-feira (17/3), em São Paulo (SP), da abertura do O Fórum Empresarial Brasil–Bolívia, onde defendeu o aumento das trocas comerciais entre os dois países.

“A relação entre o Brasil e a Bolívia precisa alcançar uma densidade econômica ainda maior”, disse. “Compartilhamos uma das maiores fronteiras terrestres do mundo, com mais de 3.400 quilômetros, e essa conexão precisa se traduzir em comércio, investimentos e integração produtiva”.

O Fórum ocorre em um contexto de retomada do potencial de comércio entre os dois países, com espaço para avançar na integração produtiva, na diversificação das parcerias e na ampliação dos fluxos de comércio e investimento.

No evento, Márcio Elias destacou os esforços do governo brasileiro para atrair novos investimentos. “O Brasil está fazendo reformas estruturantes para melhorar o ambiente de negócios. Estamos trabalhando para garantir segurança jurídica, estabilidade política e previsibilidade econômica, condições essenciais para atrair investimentos e fortalecer a integração com países parceiros, como a Bolívia”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo Carrasco; e o governador do Departamento de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho Vaca.

O encontro reuniu mais de 120 autoridades e representantes do setor empresarial do Brasil e da Bolívia, com o objetivo de fortalecer o diálogo, ampliar parcerias e impulsionar novas oportunidades de comércio e investimento entre os dois países.

Comércio bilateral e oportunidades de integração

Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 2,6 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 1,3 bilhão e importações no mesmo valor. O Brasil foi o segundo maior fornecedor da Bolívia no período, respondendo por 14,4% das importações do país.

As exportações brasileiras são majoritariamente compostas por bens da indústria de transformação, que representaram 96,5% do total exportado, evidenciando uma base sólida para a ampliação da integração produtiva. Por outro lado, as importações brasileiras seguem concentradas em gás natural, o que reforça a relevância da parceria energética e indica espaço para diversificação da pauta comercial.

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A incorporação da Bolívia ao Mercosul abre uma nova etapa na parceria bilateral, com potencial de ampliar a convergência regulatória, aumentar a previsibilidade e criar condições mais favoráveis para investimentos e novos negócios.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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