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Etanol ganha sustentação com alta do petróleo e cenário geopolítico, aponta Itaú BBA

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Etanol reage em março com apoio do petróleo e da entressafra

O mercado de etanol apresentou recuperação no início de março, impulsionado principalmente pela entressafra e pela forte alta do petróleo no cenário internacional. Segundo o relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços voltaram a subir no mercado spot paulista, interrompendo a sequência de quedas observada ao longo de fevereiro.

Na semana entre 9 e 13 de março, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,94 por litro, registrando alta de 3,4% em relação ao final de fevereiro. Esse movimento reflete tanto a menor oferta no período quanto a elevação dos preços de energia no mercado global.

Guerra no Oriente Médio eleva preços de energia e influencia o etanol

O relatório destaca que o avanço dos conflitos no Oriente Médio passou a impactar de forma mais direta o mercado de etanol. A escalada da guerra elevou o prêmio de risco da energia e impulsionou os preços do petróleo, fator que influencia diretamente a dinâmica dos biocombustíveis.

Além disso, o reajuste recente nos preços do diesel no Brasil reforçou a sustentação do mercado, reduzindo o espaço para quedas mais intensas do etanol. Mesmo sem mudanças imediatas na gasolina, o cenário indica que a manutenção de preços represados tem limite, o que tende a favorecer o biocombustível.

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Relação com a gasolina e competitividade do biocombustível

Historicamente, o etanol está atrelado à paridade com a gasolina, e o cenário atual reforça essa conexão. O relatório aponta que a valorização do petróleo no mercado internacional ampliou a defasagem entre os preços domésticos e externos da gasolina, criando um ambiente de maior tensão no setor de combustíveis.

Nesse contexto, o etanol tende a recuperar competitividade, especialmente à medida que ajustes nos preços da gasolina ocorram no mercado interno.

Mix produtivo pode favorecer o etanol na nova safra

Outro ponto relevante destacado pela análise é a influência do cenário energético sobre as decisões das usinas. Com o petróleo em alta, há um incentivo para direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, principalmente no início da safra 2026/27.

Esse movimento pode reduzir a oferta de açúcar no mercado, alterando o equilíbrio entre os dois produtos e reforçando o papel estratégico do etanol dentro do setor sucroenergético.

Oferta deve aumentar, mas queda de preços tende a ser limitada

Apesar da expectativa de aumento da oferta com o avanço da nova safra, o relatório indica que o espaço para recuos mais intensos nos preços do etanol deve ser limitado. Isso ocorre devido ao suporte vindo do mercado internacional de energia e ao contexto de maior incerteza global.

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A combinação entre fatores como geopolítica, preços do petróleo e dinâmica de combustíveis no Brasil cria um ambiente mais sustentado para o biocombustível, mesmo diante de uma oferta potencialmente maior nos próximos meses.

Perspectivas: mercado segue atento à energia e ao cenário global

O mercado de etanol deve continuar sendo influenciado por variáveis externas e internas nos próximos meses. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impacto nos preços do petróleo;
  • Política de preços dos combustíveis no Brasil;
  • Defasagem entre gasolina doméstica e mercado internacional;
  • Decisão das usinas sobre o mix entre açúcar e etanol;
  • Avanço da safra 2026/27 e aumento da oferta.

De acordo com o Itaú BBA, o cenário atual reforça um ambiente de maior volatilidade, mas com viés de sustentação para os preços do etanol, que passa a ser cada vez mais influenciado pelo mercado global de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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