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Açúcar inicia dezembro em queda após encerrar novembro com forte valorização

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Cotações internacionais recuam após ganhos expressivos em novembro

O mercado do açúcar iniciou dezembro em queda após encerrar novembro com forte valorização. Nesta segunda-feira (1º), os contratos futuros recuam nas bolsas internacionais, refletindo um cenário de maior oferta global e expectativa de exportações da Índia.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/26 recuou 1,84%, cotado a 14,93 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato maio/26 caiu 1,83%, negociado a 14,46 cts/lb, e o julho/26 teve baixa de 1,77%, a 14,42 cts/lb. Em Londres, as perdas foram ainda mais expressivas: o contrato março/26 fechou a US$ 426,40 por tonelada, queda de 2,09%.

O movimento ocorre após uma semana de ganhos. Na sexta-feira anterior (28), os preços haviam encerrado em alta — o contrato março/26 subiu 7 pontos, a 15,21 cts/lb, e o maio/26 avançou 5 pontos, a 14,73 cts/lb. Na comparação semanal, o março/26 acumulou valorização de 3,40%, enquanto o julho/26 subiu 3,67%, segundo dados do portal Notícias Agrícolas.

Menor expectativa de produção global sustentou preços em novembro

A recuperação recente das cotações foi impulsionada por uma revisão nas estimativas de produção global, especialmente no Brasil — o maior produtor e exportador de açúcar do mundo.

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A consultoria StoneX reduziu sua projeção para a safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro, de 42,1 milhões para 41,5 milhões de toneladas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Mauricio Muruci, essa redução foi determinante para o avanço dos preços em novembro, já que o mercado reagiu à perspectiva de menor oferta global.

Em Londres, o açúcar branco também encerrou novembro com leve oscilação: o contrato março/26 foi negociado a US$ 435,50 por tonelada, um dólar acima do dia anterior, enquanto o maio/26 caiu 1,90 dólar, a US$ 430,80 por tonelada.

Oferta global pressiona mercado e pode limitar altas no curto prazo

Apesar da recente recuperação, o mercado futuro de açúcar continua pressionado por um cenário de ampla oferta mundial. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta um superávit global de 1,63 milhão de toneladas na safra 2025/26, impulsionado pelo aumento na produção.

De acordo com o órgão, a produção mundial deve crescer 3,15%, alcançando 181,77 milhões de toneladas, enquanto o consumo global deve avançar apenas 0,6%, totalizando 180,14 milhões de toneladas — um desequilíbrio que tende a limitar as altas no curto prazo.

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Além disso, a possível retomada das exportações indianas adiciona pressão ao mercado. O governo da Índia avalia autorizar a exportação de 1,5 milhão de toneladas de açúcar, já que a redução do volume destinado ao etanol pode gerar excedentes internos. No entanto, analistas da Green Pool alertam que a medida ainda é incerta, pois os preços internacionais estão abaixo dos domésticos, o que dificultaria as vendas sem subsídios governamentais.

Mercado doméstico mantém viés de alta com oferta mais ajustada

No Brasil, o mercado físico segue mais sustentado. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal foi negociado na sexta-feira (28) a R$ 108,50 por saca de 50 kg, avanço de 0,98% em relação ao dia anterior. No entanto, no acumulado de novembro, o indicador encerrou com desvalorização de 4,53%, refletindo ajustes de mercado após semanas de volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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