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Marina Silva defende compromisso global e local para alavancar ações climáticas

Sessão de encerramento do Fórum de Líderes Locais, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação Bloomberg

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reiterou, na última quarta-feira (5/11), que a transição ecológica apresenta também uma oportunidade para alavancar a transformação econômica e social em todo o mundo. Para alcançá-la, defendeu um compromisso conjunto entre governos e sociedade para impulsionar ações climáticas capazes de implementar o que já foi decidido ao longo dos últimos 30 anos. A afirmação foi dada na sessão de encerramento do Fórum de Líderes Locais, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, evento que antecede a COP30. 

“O mutirão começa também pelos meios de implementação. Os compromissos que foram assumidos precisam ser honrados para que a gente não perca credibilidade”, afirmou. O encontro contou com a presença do governador do Pará, Helder Barbalho, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do Campeão de Alto Nível da COP30, Dan Ioschpe. A atividade reuniu prefeitos, governadores e autoridades de diversos locais do mundo para refletir sobre o progresso das ações climáticas.

A urgência, destacou, inclui uma mudança de paradigma, uma vez que o conceito de “pensar global e agir localmente” não é mais suficiente para enfrentar os desafios postos. “Agora, temos que fazer as duas coisas [pensar e agir global e localmente] ao mesmo tempo. Aqueles que já estão sendo afetados pela mudança do clima – as regiões, cidades, comunidades e pessoas mais vulnerabilizadas – não têm como resolver mais esse problema localmente. Sobretudo porque não têm recursos tecnológicos, financeiros e, muitas vezes, humanos”.

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Como exemplos dos esforços já adotados pelo governo federal para apoiar os entes subnacionais, Marina Silva mencionou o Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) e o AdaptaCidades. Criado em 2014, o PCVR é coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); das Cidades e da Ciência; e Tecnologia e Inovação, com foco na redução de desigualdades e riscos climáticos por meio de ações de adaptação urbana. 

O AdaptaCidades, por sua vez, busca potencializar as políticas de adaptação e resiliência climática, com integração e articulação entre governos em nível nacional e local. A ação já conta com a adesão de todos os estados brasileiros, do Distrito Federal e de mais de 580 municípios, e ocorre no âmbito do PCVR.

No conjunto das ações, a ministra ressaltou a instituição de novos marcos regulatórios para apoiar os 1.942 municípios suscetíveis a eventos climáticos extremos no país.

Nesse contexto, Marina Silva ponderou que a adaptação e o enfrentamento da mudança do clima também podem ser percebidos com um “espaço de sinergia” para a implementação de “um novo ciclo de prosperidade”. “Se eu cuido adequadamente dos resíduos orgânicos, posso transformar isso em bioenergia. Estou resolvendo um problema ambiental, ao mesmo tempo, gerando energia limpa e evitando gerar na atmosfera CO2”, explicou.

A “mudança de chave”, ponderou, está relacionada ao comprometimento de todos. “Já temos a maior parte das respostas técnicas e precisamos do compromisso ético para transformar essas respostas em capacidade de ação. Para isso precisamos de recursos financeiros, públicos e privados, recursos humanos e tecnológicos”.

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Em seu discurso, o governador Helder Barbalho enfatizou o papel social da COP30, que começa no próximo dia 10. “Precisamos aproveitar a COP em Belém para que todos aqueles que falam sobre nós, mas não colocaram o pé na floresta, entendam que somos árvores, mas somos gente”, afirmou. “Queremos ser solução para o meio ambiente, mas financiem, apoiem”, declarou. “Porque não há justiça climática sem justiça social”, completou.

Para o prefeito do Rio de Janeiro, as “metas estão bem definidas em termos climáticos, no nível municipal. E esse é o grande desafio da COP, onde discutimos o mutirão, que é passar do discurso para a ação”, resumiu Eduardo Paes.

Já Dan Ioschpe, ponderou que os “governos locais e as autoridades municipais há muito tempo estão na linha de frente, inovando, liderando e entregando resultados concretos”. “Na COP30, nosso objetivo é impulsionar uma agenda de ação conjunta redefinida, com o propósito de acelerar mudanças em diversos sistemas.”

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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