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Demanda aquecida e exportações fortes impulsionam preços da carne suína em junho

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Início de junho favorece o mercado interno

O mês de junho trouxe resultados positivos para a suinocultura brasileira. De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, o bom desempenho foi impulsionado principalmente pelo equilíbrio entre oferta e demanda na primeira quinzena.

Nesse período, os frigoríficos encontraram uma oferta mais ajustada de animais vivos, o que permitiu uma elevação nos preços. Maia destacou que os valores haviam recuado na segunda metade de maio, e que o consumo no início de junho mostrou sinais de recuperação, favorecendo a reposição entre atacado e varejo. Isso contribuiu para a valorização dos cortes suínos.

Estabilidade na segunda quinzena

Na segunda metade do mês, os preços do suíno vivo se mantiveram estáveis, com variações pontuais. A indústria adotou uma postura mais cautelosa nas negociações, mas a oferta continuou equilibrada, segundo Maia.

Exportações em alta e alívio nos custos

Outro fator que contribuiu para o desempenho do setor foi o fortalecimento das exportações brasileiras de carne suína, que ajudaram a reduzir a oferta no mercado interno.

Além disso, o custo com insumos para alimentação animal também apresentou queda. Segundo Maia, o milho — principal ingrediente da ração — teve retração nos preços ao longo de junho, influenciado pelas expectativas favoráveis relacionadas à safrinha.

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Valorização dos preços no mercado físico

Levantamento da Safras & Mercado apontou aumento nos preços médios do mercado de suíno vivo em junho. No Centro-Sul do país, a média passou de R$ 7,58 para R$ 7,78 por quilo, alta de 2,66%.

Entre os cortes, o pernil no atacado subiu 3,18%, indo de R$ 13,49 para R$ 13,91 por quilo. Já a carcaça suína teve valorização de 4,49%, passando de R$ 12,11 para R$ 12,66.

Confira a evolução dos preços nas principais praças:

  • São Paulo: arroba suína passou de R$ 155,00 para R$ 164,00.
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo na integração permaneceu em R$ 6,60; no mercado independente, subiu de R$ 8,00 para R$ 8,20.
  • Santa Catarina: integração manteve R$ 6,60; no interior, o preço subiu de R$ 7,90 para R$ 8,10.
  • Paraná: mercado livre teve alta de R$ 8,00 para R$ 8,20; integração seguiu em R$ 6,65.
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, o preço subiu de R$ 7,50 para R$ 7,80; na integração, manteve R$ 6,60.
  • Goiânia: valorização de R$ 7,90 para R$ 8,30.
  • Minas Gerais: preços subiram de R$ 8,20 para R$ 8,50; no mercado independente, de R$ 8,30 para R$ 8,70.
  • Mato Grosso (Rondonópolis): alta de R$ 7,50 para R$ 7,85; integração permaneceu em R$ 7,05.
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Exportações registram forte crescimento em junho

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” também apresentaram desempenho expressivo em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 84,15 mil toneladas, com uma média diária de 6,01 mil toneladas.

A receita total foi de US$ 219,516 milhões, média diária de US$ 15,679 milhões. O preço médio por tonelada ficou em US$ 2.608,60.

Na comparação com junho de 2024, houve:

  • Alta de 41,6% no valor médio diário;
  • Crescimento de 28,2% na quantidade média exportada por dia;
  • Aumento de 10,5% no preço médio da tonelada.

Esse desempenho reforça a importância do mercado externo na sustentação dos preços internos e no equilíbrio da oferta no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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