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Mercados reagem a tensão no Oriente Médio: Dólar e Ibovespa recuam com ataque dos EUA ao Irã

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Dólar e Ibovespa iniciam semana em queda

Na manhã desta segunda-feira (23), o dólar comercial recuava 0,17%, cotado a R$ 5,5155 por volta das 10h30. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em baixa de 0,30%, aos 136.707 pontos.

Na última sexta-feira (20), a moeda norte-americana havia subido 0,45%, encerrando o dia a R$ 5,5248, enquanto o Ibovespa fechou com queda de 1,15%, aos 137.116 pontos.

Escalada no Oriente Médio preocupa investidores

O principal fator que influencia os mercados no início desta semana é a intensificação do conflito no Oriente Médio. No domingo (22), os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares iranianas, aumentando a tensão entre Irã e Israel. Em resposta, o Parlamento do Irã aprovou o bloqueio do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

A medida ainda depende da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Mesmo assim, a simples possibilidade de bloqueio já pressiona os preços do petróleo e gera temor sobre o fornecimento global da commodity.

Impactos sobre os preços do petróleo

Desde o início do conflito, os preços do petróleo subiram cerca de 10%. No primeiro dia de confrontos, os preços já haviam disparado mais de 8%. Nesta segunda-feira (23), após os ataques dos EUA, a valorização era de aproximadamente 0,5%.

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O Estreito de Ormuz é responsável por escoar cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente, o que explica a sensibilidade do mercado diante de qualquer ameaça ao tráfego na região.

Tensões entre EUA, Irã e Israel se intensificam

No sábado (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque às instalações nucleares iranianas e afirmou que a ação foi de “grande precisão”. Ele alertou que o Irã precisa escolher entre paz ou tragédia. Os bombardeios ocorrem após dias de trocas de ataques entre Israel e Irã desde 13 de junho.

As ações militares já resultaram em mais de 240 mortes e milhares de feridos nos dois países, segundo fontes oficiais. Instituições independentes estimam que o número pode ser ainda maior.

Em resposta, o líder supremo do Irã, aiatolá Khamenei, afirmou que o “inimigo sionista cometeu um grande erro” e deve ser punido. Nesta segunda-feira (23), Israel anunciou novos ataques contra alvos estratégicos no Irã, incluindo a prisão de opositores políticos, uma instalação nuclear e um quartel da Guarda Revolucionária em Teerã.

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Mercado monitora política monetária no Brasil

Além do cenário geopolítico, investidores brasileiros também acompanham as movimentações da política monetária local. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será divulgada na terça-feira (24) e pode oferecer novas pistas sobre os próximos passos da taxa básica de juros (Selic).

Na última reunião, o Copom elevou a Selic para 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. No comunicado que acompanhou a decisão, o Banco Central indicou que pretende interromper novas altas, mas ressaltou que os juros devem permanecer elevados por um período “bastante prolongado”.

Desempenho acumulado dos mercados
  • Dólar:
    • Semana: -0,32%
    • Mês: -3,38%
    • Ano: -10,60%
  • Ibovespa:
    • Semana: -0,07%
    • Mês: +0,07%
    • Ano: +13,99%

A combinação entre tensões geopolíticas, alta nos preços do petróleo e expectativas sobre a política monetária no Brasil forma um cenário de cautela nos mercados. Investidores seguem atentos ao desenrolar dos conflitos no Oriente Médio e às sinalizações do Banco Central quanto ao rumo da Selic.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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